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15.08.2015

Maciel Melo canta e conta a sua história

O cantor, compositor e poeta Maciel Melo, de Iguaraci, Pernambuco, lança seu primeiro livro A…
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15.08.2015

Magno Martins lança livro que retrata a seca

O ano de 2013 foi marcado por uma das maiores secas que castigou Pernambuco. Após percorrer…
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15.08.2015

Antônio Vilaça e Marcos Vinicios Vilaça são os homenageados em Limoeiro

Membro da Academia Brasileira de Letras (cadeira 26), sócio correspondente da Academia das Ciências de…
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13.08.2015

A força e o sonho de Umbilina

O jornalista e premiado escritor Cícero Belmar apresenta na I Bienal de Limoeiro o seu livro…
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13.08.2015

A literatura confessional de Carrero

O escritor, articulista e jornalista Raimundo Carrero, nascido em Salgueiro (PE), é um dos destaques da…
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13.08.2015

Nelson Ferreira: o dono da música

Jornalista Ângela Fernanda Belfort relata histórias desde o início da carreira do compositor de Evocação nº…
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28.07.2015

Alunos foram incentivados a estudar e escrever sobre a vida e obra literária de Antônio Vilaça

O município de Limoeiro, em parceria com a Andelivros, realiza a sua I Bienal do Livro…
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09.06.2015

Bienal do Livro de Limoeiro é lançada nesta terça-feira

O município de Limoeiro, em parceria com a Andelivros, lançou na manhã desta terça-feira (9),…
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09.12.2014

I Bienal do Livro de Pesqueira começa nesta terça-feira, 09.12

A magia dos livros vai contagiar os leitores do Agreste e do Sertão pernambucano, no…
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04.12.2014

Arnaud Mattoso lança Carcará, o artista por trás das galinhas de Porto

Arnaud Mattoso, escritor, jornalista e professor universitário em Ipojuca, lança mais uma obra: Carcará, o…
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Maciel Melo canta e conta a sua história

15.08.2015

O cantor, compositor e poeta Maciel Melo, de Iguaraci, Pernambuco, lança seu primeiro livro A Poesia e a Estrada, durante a I Bienal do Livro de Limoeiro. São 190 páginas, que trazem a trajetória desse nordestino que vive intensamente o Sertão, seus personagens, histórias e paisagens.

A obra é uma autobiografia, que foge da forma convencional e linear de se contar a vida de alguém. A métrica diferente, os causos e histórias sobre a sua terra são gostosos de ler. “Em momento algum tive a pretensão de ser escritor. Mas tudo se pode quando se quer. O que se lê no livro está repleto da mais pura sinceridade”, avisa o autor.

A biografia foi escrita ao longo de três anos e conta a vida do nordestino e do artista, a infância difícil e a sua poesia. “Queria colocar em prosa o Sertão onde nasci e vivi. Eu escrevia e guardava textos, então resolvi reunir tudo num livro, contando minhas histórias. Trago todas as lembranças dos personagens da minha vida, como Frei Damião, Lampião, Padre Cícero e tantos outros. Falo também da religiosidade do povo sertanejo”, explica.

Maciel Melo tomou gosto pela escrita. “Já estou escrevendo um romance há dois anos, sem prazo”, avisa. O cantor participa da I Bienal do Livro de Limoeiro com uma apresentação em forma de recital na noite do sábado (15). “Gosto do público que frequenta feiras de livros. É diferente porque além de ser um ambiente mais intimista, o povo gosta de ouvir poesia”, finaliza o artista.

Magno Martins lança livro que retrata a seca

15.08.2015

O ano de 2013 foi marcado por uma das maiores secas que castigou Pernambuco. Após percorrer mais de seis mil quilômetros e conhecer de perto o drama da falta d’água no Nordeste, o jornalista pernambucano do Sertão do Pajeú, da cidade de Afogados da Ingazeira, Magno Martins lançou o livro Reféns da Seca. Trata-se de uma publicação, com mais de cem textos e duas mil imagens, mostrando a história de vários personagens que viveram uma das piores e mais longas fases de escassez de chuvas na região.

MAGNO

O jornalista quis mostrar o drama de moradores das cidades castigadas pela estiagem. A falta de água estava acabando com a produção agropecuária e já não se restringia ao Sertão. A seca chegava também à Zona da Mata, e cidades como Pombos e Vitória de Santo Antão, bem próximas do Recife e que nunca tinham sofrido com a estiagem, começavam a ser impactadas. “Pelas cidades do interior, as propriedades se transformavam em cemitérios de animais e as carcaças se espalhavam pelas terras dos criadores de gado e beiras de estrada”, lembra Magno, que percorreu vários municípios de Pernambuco e chegou a visitar ainda cidades do Ceará e da Paraíba. A produção do livro durou cerca de um ano.

“Andei pelo Nordeste e vi que a imprensa ainda estava adormecida em relação aos problemas da seca”, contou. Ele lembra que fez um vídeo no município de Serrita, com sua equipe, mostrando um cemitério de animais em frente a uma fazenda onde o proprietário perdeu 500 cabeças de gado. Após publicação nas redes sociais, a edição acabou rendendo matéria nacional.

Os números que o livro traz logo no seu prefácio são realmente impressionantes. Cerca de 22 milhões de pessoas foram atingidas pela seca em 1,4 mil municípios do Nordeste e uma pequena parte de Minas, o Vale do Jequitinhonha. Segundo o IBGE, a região poderá ter reduzido em até 40% seu rebanho. As perdas chegaram a R$ 6,8 bilhões, entre lavouras e morte de animais. Em Pernambuco, 200 mil cabeças de gado foram sacrificadas com a seca.

Magno destaca que Reféns da Seca é mais que um livro-reportagem, com personagens e histórias. Aponta soluções para o problema. Um dos capítulos apresenta algumas saídas para a seca e mostra exemplos de outras regiões que a enfrentaram de forma eficaz. Ele cita a riqueza da terra em Israel e a transposição de águas na China.

No final do livro, o engenheiro José Artur Padilha apresenta o Projeto Base Zero Fazenda Caroá, que aponta uma alternativa para o enfrentamento da seca. O projeto é desenvolvido em propriedade em Afogados da Ingazeira que, segundo o autor, não sofreu com a crise de água graças à utilizada de minibarragens ou diques de pedra. Na época das chuvas, a água fica represada no subsolo. O sistema funciona por gravidade e a água flora do chão. “Não adiantaria apontar o problema e não mostrar que a seca tem solução. Existem técnicas e bons exemplos. O que falta é decisão política”, ressalta o autor.

Reféns da Seca é o quarto livro do jornalista, que também escreveu O Nordeste que Deu Certo, O Lixo do Poder e A Derrota Não Anunciada. No final de agosto, Magno lançará Perto do Coração, com crônicas do cotidiano. Em 2016, sai do forno Histórias de repórter, livro que traz bastidores e experiências que o jornalista viveu e dos quais foi personagem. “Essa publicação vai comemorar os dez anos do Blog do Magno. A previsão de lançamento é abril”, finaliza.

Magno Martins é jornalista e pós-graduado em Ciências Políticas. Trabalhou em várias redações de publicações impressas, como Diario de Pernambuco, Correio Brasiliense, jornal de Brasília, O Globo, Agência O Globo, Agência Meridional e Folha de Pernambuco. Hoje, é editor do Blog do Magno e está à frente da Rede Nordeste de Rádio.

Antônio Vilaça e Marcos Vinicios Vilaça são os homenageados em Limoeiro

15.08.2015

Membro da Academia Brasileira de Letras (cadeira 26), sócio correspondente da Academia das Ciências de Lisboa (Câmara de Letras), Membro da Academia Pernambucana de Letras, Membro da Academia Brasiliense de Letras (Cadeira 1) e do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico de Pernambuco. Fundador da Academia dos Novos, em Limoeiro. A lista de títulos, honrarias, atividades e obras é extensa, preencheria esta revista inteira. Mas o que interessa de fato, neste mês de agosto de 2015, é que Marcos Vinicios Vilaça é um dos homenageados da I Bienal do Livro de Limoeiro.

Divide a honraria com o pai, professor Antônio Vilaça, que se estivesse vivo teria ompletado 101 anos. Pai e filho, juntos, sendo lembrados na cidade onde passaram grande parte da vida. Nenhum dos dois nasceu em Limoeiro. O pai era natural de Lajedo; o filho, de Nazaré da Mata. Mas foi em Limoeiro que fizeram história. Fatos guardados na memória do imortal Vilaça.

“A ideia de fazer a Bienal do Livro de Limoeiro é algo que conforta muito, por fazer a cidade manter os vínculos com o patrimônio, com a educação e a cultura. Não podemos esquecer que o Ginásio de Limoeiro foi um dos primeiros do Agreste pernambucano. E se a gente quiser voltar no tempo, veremos que a Gazeta de Limoeiro foi um jornal que também tinha essa marca de antecipação na região. Logo, há o que se recordar e o que se fazer por uma Bienal do Livro”, afirma Marcos Vilaça, relembrando parte da história do município.

Autor de dezenas de livros – entre eles o definitivo Coronel, Coronéis, Apogeu e Declínio do Coronelismo no Nordeste, lançado em 1965, mas cuja última reedição atualizada data de 2003 – o escritor defende eventos a exemplo da Bienal como fundamentais para o incentivo da leitura. “É importante no sentido de que nós precisamos de leitores. E não há nada que faça mais leitor do que o livro, por isso é tão importante o acesso ao livro. A gente nunca sabe o que vem primeiro se o livro ou o leitor. Então temos que fazer as duas coisas: escrever e incentivar a leitura. Por isso, a ideia da bienal é excelente”, analisa o autor.

O resgate da obra paterna é visto também com grande satisfação. “Aceito com muita alegria as gentilezas que Limoeiro oferece. E quanto ao homenageado, sou suspeito pra falar”, brinca Vilaça, em depoimento no vídeo gravado diretamente de uma das salas de reunião da belíssima sede da Academia Brasileira de Letras, no Rio, onde reside. “Quero aproveitar a ocasião para convidar as pessoas da cidade e da região a comparecerem, participarem das palestras, enfim, de tudo aquilo que esteja envolvido pela Bienal”, encerra.

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