Uma declaração que parece saída de uma distopia ganhou destaque em meio às discussões sobre inteligência artificial. Documentos relacionados ao chamado Projeto Panamá indicariam que a Anthropic, empresa responsável pelo Claude, teria trabalhado na digitalização de livros em larga escala para treinar seus sistemas de IA.

Foto: Filipe Caio/Cortesia
Segundo as informações divulgadas, a empresa comprou milhões de livros, incluindo exemplares raros e antigos. O volume das aquisições chamou a atenção de livreiros, e os exemplares teriam sido escaneados antes de serem destruídos. A Anthropic também já enfrentou um processo judicial nos Estados Unidos relacionado ao uso de milhões de livros obtidos de sites piratas para o treinamento do Claude.
O caso levanta um debate sobre quem controla e utiliza o conhecimento na era da inteligência artificial. A comparação com Fahrenheit 451, de Ray Bradbury, surge justamente pela ideia de uma sociedade que permite a destruição dos livros até perceber, tarde demais, o que está acontecendo.
A sua curiosidade pode salvar os livros de um futuro cruel.