Publicada em 14 de agosto de 2026

Uma declaração que parece saída de uma distopia ganhou destaque em meio às discussões sobre inteligência artificial. Documentos relacionados ao chamado Projeto Panamá indicariam que a Anthropic, empresa responsável pelo Claude, teria trabalhado na digitalização de livros em larga escala para treinar seus sistemas de IA.

Foto: Filipe Caio/Cortesia

Segundo as informações divulgadas, a empresa comprou milhões de livros, incluindo exemplares raros e antigos. O volume das aquisições chamou a atenção de livreiros, e os exemplares teriam sido escaneados antes de serem destruídos. A Anthropic também já enfrentou um processo judicial nos Estados Unidos relacionado ao uso de milhões de livros obtidos de sites piratas para o treinamento do Claude.

O caso levanta um debate sobre quem controla e utiliza o conhecimento na era da inteligência artificial. A comparação com Fahrenheit 451, de Ray Bradbury, surge justamente pela ideia de uma sociedade que permite a destruição dos livros até perceber, tarde demais, o que está acontecendo.

A sua curiosidade pode salvar os livros de um futuro cruel.


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